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Há 25 anos na defesa e promoção dos direitos das mulheres

Themis e Fenatrad formam 93 mulheres no Curso de Alfabetização Digital e Empoderamento Legal para Trabalhadoras Domésticas no RS

Formandas de Canoas

A Themis – Gênero, Justiça e Direitos Humanos e a Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas (Fenatrad) celebraram a formatura de 93 mulheres que concluíram o Curso de Alfabetização Digital e Empoderamento Legal em três cidades gaúchas. As cerimônias marcaram o encerramento das turmas realizadas em Pelotas, Porto Alegre e Canoas, reforçando o compromisso das organizações com a ampliação do acesso ao mundo digital e ao conhecimento sobre direitos.

A formação teve como objetivo fortalecer a autonomia das participantes por meio do domínio de ferramentas digitais e do empoderamento legal, criando novas possibilidades de inclusão, qualificação e exercício da cidadania. Em Pelotas, a formatura ocorreu em 11 de dezembro, no IFSul. Ao todo, 20 trabalhadoras domésticas receberam seus certificados. A solenidade contou com a presença de representantes do IFSul e do movimento de trabalhadoras domésticas.

Em Porto Alegre,  45 mulheres concluíram o Curso de Alfabetização Digital e Empoderamento Legal em Porto Alegre, em iniciativa realizada pela Themis em parceria com a UniRitter, no dia 3 de dezembro. A formatura simbolizou não apenas o encerramento das aulas, mas o início de novas possibilidades, com mulheres mais seguras, informadas e preparadas para construir novos caminhos.

Já em Canoas, a cerimônia ocorreu em 26 novembro, quando 28 mulheres receberam o diploma de conclusão do curso, também promovido pela Themis em parceria com a UniRitter.

O curso de Alfabetização Digital e Empoderamento Legal é uma iniciativa realizada no marco do projeto Fortalecendo o Movimento das Trabalhadoras Domésticas por Meio da Tecnologia e da Aprendizagem. O projeto, de iniciativa regional, é apoiado pela Care e pela Cummins internacional. Ao longo da formação, as participantes tiveram acesso a conteúdos práticos sobre o uso do computador, navegação na internet e utilização consciente das redes sociais, ferramentas fundamentais para fortalecer a autonomia no cotidiano e ampliar oportunidades pessoais e profissionais.

As três formaturas consolidam o impacto do Curso de Alfabetização Digital e Empoderamento Legal no Rio Grande do Sul, reafirmando a importância de iniciativas que promovem inclusão digital, fortalecimento de direitos e transformação social na vida das trabalhadoras domésticas.

Turma de Porto Alegre


CONFIRA OS DEPOIMENTOS

“A iniciativa pretende se multiplicar cada vez mais, tornando-se uma experiência que chegará a novas trabalhadoras domésticas para que possam fortalecer suas habilidades tecnológicas e sociais para que possam incidir para a conquista e manutenção de seus direitos.”
Alejandra Gavillanes
Coordenadora da área de Trabalho Doméstico Remunerado da Themis 


“As alunas tiveram oito aulas e aprenderam noções básicas de como ligar e mexer no computador e no mouse. Também aprenderam a acessar a internet e captar imagens na internet, a usar o Word e o Google Drive, ferramentas que são muito importantes hoje para qualquer pessoa no mundo que a gente vive.”
Victória Chaves – Professora da UniRitter

“Logo nos primeiros dias de curso, fiquei apreensiva e ansiosa.  No decorrer do curso, com o apoio que eu tive dos professores, dos gestores e das colegas, fui aprendendo mais, e agora me sinto capacitada. Eu achava que era muito difícil, que eu não ia ter condições,  por causa da idade. Mas vi que usar o computador é bem mais fácil do que eu pensava.”
Darlene Paz Costa, aluna trabalhadora doméstica do curso de Canoas

“Esse curso foi um despertar às trabalhadoras domésticas de Canoas. Muitas não sabiam que existia uma associação, não acreditavam que a gente poderia fazer esse trabalho aqui na cidade. E agora elas estão felizes, todas formadas, e eu mais feliz ainda”
Dinorá Silva
Presidenta da Associação das Trabalhadoras Domésticas de Canoas

“Como monitora, pude ver a vontade de todas aprenderem, de acompanhar a apostila. Se por algum motivo elas não podiam ir à aula, elas perguntavam como tinha sido, queriam recuperar o conteúdo.  Notei uma garra e uma vontade de aprender o que estava sendo passado muito grande.”
Katisleine Escobar Assunção
Aluana e monitora da turma de Porto Alegre


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