Cinedebate no CineBancários reúne trabalhadoras domésticas e debate memória, direitos e valorização da categoria

As trabalhadoras domésticas da rede da Themis participaram, na noite da última quinta-feira (7/5), da estreia do documentário Aqui Não Entra Luz, da diretora Karol Maia, no CineBancários. A sessão integrou o lançamento nacional do filme e foi seguida por um debate sobre memória, trabalho doméstico remunerado e os desafios históricos enfrentados pela categoria.

O debate reuniu Andressa Duarte, doutoranda em Ciência Política pela UFRGS e sócia da Themis; Dinorá da Silva Nunes, da Associação das Trabalhadoras Domésticas de Canoas; além de Alejandra Gavilanes e Bruna Fernandes Marcondes, da área de Trabalho Doméstico Remunerado da Themis.

Durante a conversa, as participantes refletiram sobre as experiências retratadas no documentário e relacionaram o tema às vivências concretas das trabalhadoras domésticas no Brasil.

“O filme reflete sobre o trabalho doméstico de uma forma afetiva, mas também de uma forma muito crítica, de uma forma que denuncia as dificuldades que as trabalhadoras domésticas enfrentam ao longo da vida e nas relações de trabalho”, afirmou Andressa Duarte.

A curadora do CineBancários, Bia Barcellos, ressaltou a importância do lançamento nacional do documentário e do espaço de diálogo construído após a exibição.

Aqui Não Entra Luz está sendo lançado no Brasil inteiro esta semana, hoje é a estreia nacional. E foi perfeito para pensar no trabalho doméstico. Os relatos são comoventes, emocionantes, e o que aconteceu de anos atrás para agora, para a Constituição, enfim, é um filme que mexe muito e faz todo mundo pensar em todos os papéis, de todos os lados”, afirmou.

Para Dinorá da Silva Nunes, da Associação das Trabalhadoras Domésticas de Canoas, o filme reforça a necessidade de valorização da categoria e do reconhecimento das trabalhadoras domésticas como sujeitas de direitos.

“A trabalhadora doméstica precisa se valorizar. A trabalhadora doméstica não seja mais tratada como empregada doméstica, e sim como trabalhadora doméstica, porque assim ela se iguala aos outros trabalhadores”, ressaltou.