Porto Alegre inicia articulação da 1ª Semana do Clima com protagonismo de mulheres e movimentos sociais

Porto Alegre começou a construir a sua 1ª Semana do Clima, uma iniciativa que pretende reunir sociedade civil, poder público, setor privado e especialistas para debater os impactos da crise climática e as respostas necessárias a partir da realidade local. O processo teve início com um encontro marcado pelo protagonismo de mulheres de diferentes movimentos sociais.

A atividade contou com a presença de Denise Dora, sócia fundadora da Themis e enviada especial para Direitos Humanos e Transição Justa da COP30, que vem articulando diálogos com a sociedade civil sobre os desafios das transições energéticas e a urgência de ações concretas para enfrentar a crise climática.

“Este trabalho é um esforço de articulação e diálogo sobre como precisamos mudar para preservar o planeta, a humanidade e todas as espécies vivas”, destacou Denise.

Realizado na sede da Cooperativa Central dos Assentamentos do Rio Grande do Sul (COCEARGS), o encontro reuniu lideranças de diversas organizações para dar início à formação da comissão organizadora da Semana do Clima. Embora não tenha sido planejado como um espaço exclusivo, a participação foi majoritariamente feminina, evidenciando o papel central das mulheres na mobilização social e na construção de alternativas frente às desigualdades e aos impactos ambientais.

A proposta é que Porto Alegre passe a integrar o circuito internacional das semanas do clima, a exemplo de cidades como Londres, Nova York, Rio de Janeiro e São Paulo. Esses eventos articulam diferentes setores da sociedade para discutir soluções concretas diante das mudanças climáticas, considerando as especificidades de cada território e fortalecendo agendas locais conectadas ao debate global.

No Rio Grande do Sul, a urgência desse debate é evidente. Em 2024, o estado enfrentou um dos maiores desastres climáticos de sua história recente, com enchentes que atingiram Porto Alegre, cidades da Região Metropolitana e diversos municípios do interior. Milhares de pessoas foram deslocadas, perderam suas casas e seguem lidando com os efeitos da tragédia.

Dois anos depois, permanece o desafio: as cidades e territórios ainda não estão plenamente preparados para enfrentar novos eventos extremos. É nesse contexto que a Semana do Clima surge como um espaço estratégico de articulação, memória e incidência, buscando fortalecer a capacidade coletiva de prevenção, resposta e adaptação.

A construção da iniciativa segue aberta e convida organizações, coletivos e pessoas interessadas a se somarem. A próxima reunião para organização da Semana do Clima está marcada para o dia 11 de maio. Para participar, escreva para cop30dhetj@gmail.com