ONG feminista há 20 anos na defesa dos direitos das mulheres

Um tapinha não dói? Themis promove roda de conversa sobre liberdade de expressão e Direitos Humanos

ARTE FINAL CONVITE UM TAPINHA (1)

 

Em outubro de 2015 a 2ª Seção do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) condenou a produtora de funk Furacão 2000 Produções Artísticas e a Gravadora Sony Music Entertainment a pagar indenização por danos morais pela veiculação da música “Tapinha”. A ação civil pública foi ajuizada pela Themis – Gênero, Justiça e Direitos Humanos e pelo Ministério Público Federal (MPF), no ano de 2003. Os réus alegam que a ação é uma censura à liberdade de expressão. Para debater sobre o assunto a Themis realiza um a roda de conversa na próxima segunda-feira (07), no Amadeus Lounge (Rua Otávio Corrêa, nº 39), na Cidade Baixa, às 19h. A proposta da Ong é debater sobre os limites da liberdade de expressão, em meio a cultura social e midiática da violência contra a mulher.

“O cara que pega você pelo braço, esbarra em quem for que interrompa seus passos”. Nem o cantor Roberto Carlos, escapa do discurso machista na letra da famosa música “Esse cara sou eu”. E este não é mérito da MPB, o discurso misógino passa pelo sertanejo, pelo pop e cruza até mesmo pelos Beatles na ameaçadora “Run For Your Life”. Para a conselheira da Themis, Fabiane Simioni, a cultura da violência está tão enraizada na sociedade que não nos damos conta do quanto alguns artefatos culturais desqualificam as mulheres e meninas. “ Um tapinha dói sim, do contrário o Mapa da Violência de 2015 não teria apontado um aumento de 21% no número de assassinato de mulheres no Brasil”, afirma.

Para debater o assunto a Themis convidou os Procuradores Regionais da República, Domingos Dresch da Silveira, Paulo Leivas e a pesquisadora Fabiane Simioni. O evento é gratuito.

Texto: Rita Barchet
Assessoria de imprensa
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