ONG feminista há 20 anos na defesa dos direitos das mulheres

Themis fica entre dez os finalistas do Desafio Brasil 2016 do Google

A Themis-Gênero, Justiça e Direitos Humanos ficou entre os dez finalistas do prêmio Desafio de Impacto Social Google 2016. A premiação ocorreu na última terça-feira (14), em São Paulo. A entidade receberá o valor de R$ 650 mil reais para desenvolver o aplicativo LAUDELINA que foi criado com propósito amparar juridicamente trabalhadoras domésticas e promover uma rede social interna de organização entre as profissionais.

Os 10 finalistas apresentaram seus projetos ao comitê de jurados formado pela apresentadora Regina Casé, artista plástica Adriana Varejão, CEO da Fundação Lemann Denis Mizne, diretora do Google.org Jacquelline Fuller e Walela, representando o líder do povo indígena Paiter Suru. O júri escolheu quatro dos vencedores, cada um recebendo um prêmio de R$1,5 milhão e o quinto ganhador foi escolhido pelo voto popular.
Conforme o projeto da Themis, o app LAUDELINA (em homenagem a Laudelina de Campos Melo, primeira mulher a criar um sindicato de domésticas) promoverá o compartilhamento sobre direitos trabalhistas e métodos de garantia. O aplicativo terá um guia didático e interativo dos direitos trabalhistas; uma calculadora de benefícios; a lista de órgãos de proteção dos direitos mais próximos, conforme sua localização; uma rede de contatos de trabalhadoras de uma mesma região para auxiliar na demanda sindical. “Queremos agradecer todos que votaram no nosso projeto, não ganhamos o prêmio final, mas felizmente teremos recurso para desenvolver o app em parceria com a FENATRAD. Consideramos um vitória que, logo após a LC 150 completar um ano, a Themis possa criar um app que ajudará cerca de 6 milhões de trabalhadoras a garantir seus direitos”, explicou Michele Savicki, coordenadora de projetos da entidade.

De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílio (PNAD), no primeiro trimestre de 2015 o Brasil contava com 6,019 milhões de pessoas no trabalho doméstico. Ainda conforme PNAD, no mesmo período, 32,3% trabalhavam com carteira assinada.

Fonte: Rita Barchet
Assessoria de imprensa
Twitter: @themisONG
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