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Segurança na palma da mão: etapa final de implementação do PLP 2.0 inicia em Porto Alegre

USAR (11)

Servidores do Judiciário recebem primeiro treinamento do PLP 2.0. Foto: TJRS

Na última segunda-feira (04), a ONG Themis- Gênero, Justiça e Direitos Humanos, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul e a  Secretaria da Segurança Pública realizaram mais uma etapa de implementação do aplicativo PLP 2.0. Depois de ser avaliado pela sociedade civil e pela Policia, o app agora é testado pela Justiça,  que cadastrará as primeiras vítimas nas próximas semanas.

Conforme a coordenadora de projetos da Themis, Michele Savicki, cada fase do treinamento passa por uma avaliação  para elencar pontos positivos e as falhas do app. “ A ideia é executar cada período de implementação com bastante cuidado. Depois de lançado, em dezembro de 2015, o PLP 2.0 foi testados pelas Promotoras Legais Populares durante os meses de janeiro e fevereiro, deste ano. Elas apontaram, pelo viés da vítima, quais os acertos e erros no mecanismo. Após este estágio, a Secretaria da Segurança Pública efetuou o mesmo sistema de avaliação. Agora a Justiça,  por meio do 1º Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Porto Alegre, faz a última etapa para logo cadastrar as primeiras vítimas”, explicou.

Presente no treinamento, a titular do 1º Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Porto Alegre, juíza Madgéli Frantz Machado, informou que nos próximos dias algumas vítimas já poderão usar o sistema. De acordo com a ONG Themis, somente mulheres escolhidas pela Justiça podem usar o aplicativo. O juiz responsável avaliará os quesitos que se encaixam para o uso do sistema, como medida protetiva, quando o agressor comete atos de extremos de violência, entre outros.

A atividade também teve  a participação de membros da Brigada Militar, da Policial Civil, de servidores do Tribunal de Justiça e das Promotoras Legais Populares.

 

Texto: Rita Barchet
Assessoria de imprensa
Twitter: @themisONG
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