ONG feminista há 20 anos na defesa dos direitos das mulheres

Candidata do Partido da Mulher em São Paulo ataca ensino de gêneros em escolas

PMB presidente

A já inflada corrida eleitoral paulistana ganhou um novo rosto. A mais nova postulante à prefeitura de São Paulo é a ex-diretora da Anac Denise Abreu, que lançou sua pré-candidatura na semana passada pelo recém-criado Partido da Mulher Brasileira (PMB).

Denise se apresenta como uma “servidora pública que se preparou ao longo de 30 anos para se mostrar como alguém que valoriza a meritocracia e entende que o Estado não deve ser inflado, mas sim manter somente as secretarias voltadas efetivamente à prestação de serviços”.

Candidata não eleita à deputada federal em 2014 pelo Partido Ecológico Nacional (PEN), Denise teve mais holofotes em episódios anteriores às candidaturas do que propriamente pela sua atuação política.

Em 2007, quando ainda diretora da Agência Nacional de Aviação Civil, Denise foi flagrada fumando um charuto durante uma festa em Salvador num momento em que o País enfrentava um caos aéreo provocado pela greve de controladores de voo.

No ano seguinte, o Ministério Público Federal pediu a condenação de Denise após a conclusão das investigações acerca do acidente com o voo 3054 da TAM, que deixou 199 mortos após o avião escapar da pista do aeroporto de Congonhas.

Hoje a pré-candidata do PMB diminui a relevância dos dois episódios em sua trajetória.

“Eu não fumo charuto, mas sou extremamente bem educada. O dono daquela festa me ofereceu, eu dei um trago e joguei fora. Sobre a acusação após o acidente da TAM, já fui absolvida na Justiça. E na sentença o juiz deixa claro que houve uma grande trama para assassinar a minha reputação. Isso tudo faz parte de um período da minha vida que foi muito produtivo para eu entender como o PT atua.”
Abaixo o comunismo

Crítica assídua do Partido dos Trabalhadores – Denise é entusiasta assumida dos panelaços contra a presidente Dilma Rousseff –, a pré-candidata e moradora do bairro do Butantã dispara contra a qualidade do ensino promovido pelas gestões petistas.

“O governo federal tenta substituir o curriculo clássico, aquele que me fez falar o português correto, sem falar ‘presidenta’ [modo como a presidente Dilma prefere ser tratada]. Eles optaram por trazer uma grade de ensino só com pensamentos da esquerda, é uma doutrinação”, critica Denise.

A recém-filiada ao Partido da Mulher Brasileira comemora a retirada de questões de gênero do Plano Municipal de Ensino, proposta que foi vetada na Câmara dos Vereadores no ano passado.

“Não é preciso ensinar a uma criança o que é um homem e o que é uma mulher. O PT subestima a capacidade intelectual do brasileiro. Essa questão de gênero foi trazida pelo MEC em cartilhas absurdas, mas a educação moral é algo que cabe ao pai e a mãe. Só em países comunistas que isso é ensinado na escola. Não somos um partido feminista e sectário. Queremos todos – jovens, homens, mulheres – no nosso partido. Não faremos um governo apenas para a pauta feminista. Ademais, feminismo é um movimento ativista que não cabe dentro da proposta de administração pública. Isso é governar para uma minoria. É preciso pensar o todo. Não somos um partido fechado aos projetos, evidentemente a maioria da população é feminina, é ela quem dá à vida, que tem a responsabilidade da educação moral, e é para ela também que estaremos governando. Todos nós somos instrumentos do futuro aqui em São Paulo, uma cidade lotada de crianças e jovens, que merecem uma vida melhor, com mais educação, saúde, com um transporte de viés educacional também. Para que quando puderem dirigir eles estejam mais preparados para assumir essa função. Ainda mais nessa cidade, em que você precisa de carro para tudo”, sentencia.

Fonte: Huffpost Brasil e Último Segundo


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